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terça-feira, outubro 26, 2004

Necessidades e exploradores 

Já se sabe que há quem viva à custa das necessidades dos outros.
E que muitas vezes diz que só está a prestar um serviço de ajuda; por acaso pago e sem impostos.
Soube hoje que no Centro de Saúde há pessoas, sempre as mesmas, que fazem marcações de consultas, por uma módica quantia, entre 5 a 7,5 euros cada consulta, em nome de quem não quer ou não pode - seja por necessidade ou por comodismo - levantar-se mais cedo para ir lá pessoalmente fazê-lo.
Não sei quantas consultas cada 'marcador(a)' - chamemos-lhes assim - conseguem por dia, mas é fácil imaginar que uma média de 10 marcações diárias para todos os médicos é um número razoável, o que mesmo ao valor mais baixo implica 50 euros por dia; em 22 dias utéis são, em moeda antiga para se perceber melhor, 220 contos.
Melhor que trabalhos relacionados com a pesca, a industria ou o comércio.
Será preciso um muito bom dia de Verão para um arrumador de carros facturar a mesma diária; e eles são acusados de receber bem sem pagar impostos.
Se fosse um serviço de ajuda era gratuito, como as pessoas que vão visitar doentes aos hospitais, por exemplo.
E lá voltamos todos a ser enganados, porque chico-espertos recebem ordenado sem pagar as devidas contribuições e impostos, porque chico-espertos com dinheiro não estão para se chatear e pagam aos outros para fazer por eles ( sim, porque se não tivessem dinheiro não conseguiam pagar ) .
Quando a saúde não permite, aí será por necessidade.
E amigos não cobram por ajudar.
Não esquecendo a (des)organização dos serviços que não permite que as marcações sejam feitas de maneira justa, por exemplo antecipadamente ( porque a urgência verdadeira não precisa de marcação).
Vamos continuar a ver os nossos idosos e os nossos doentes a terem que pagar para ter uma consulta ou então a terem de se levantar de madrugada para serem os primeiros da fila?
Os nossos autarcas, que tudo prometem antes das eleições, não podem tentar fazer alguma coisa? Tentar, pelo menos?
Não há ninguém, do Centro de Saúde, que controle as 'marcadoras'? Não deve ser difícil saberem quem todos os dias faz várias marcações.
Não será altura de pedir recibo do pagamento às 'marcadoras'?

domingo, outubro 17, 2004

O turismo que queremos na nossa terra 

"Há meia dúzia de anos, ainda, se se falasse a alguns empresários do turismo algarvio na necessidade de repensar, regulamentar e complementar a oferta tradicional de sol e praia, riam-se de nós. Agora, porque os sinais estão aí ( a taxa de ocupação hoteleira está a diminuir, mesmo em 2004, e apesar do Europeu de futebol ), o município lança um debate em que pretende abrir portas para alternativas a um modelo tradicional, que está, visivelmente, em vias de esgotamento.
... E todos denunciaram a espada que se encontra suspensa sobre a viabilidade do turismo algarvio: décadas de incúria e de ausência de planeamento territorial permitiram não só uma pressão urbanística excessiva sobre o litoral, ameaçando os equilíbrios ambientais e a qualidade de vida das populações...
"
Não resisti a transcrever este extracto de um texto de António Mega Ferreira na revista Visão desta semana, a ler com atenção na sua totalidade, porque muito do que aí se diz sobre o Algarve já se vê na Nazaré.
É tempo de repensar o turismo que queremos ter na nossa terra.
Como está não tem futuro.
Mas se aprendermos com os outros...

quarta-feira, outubro 06, 2004

Um lugarzinho, s.f.f. 

Não, não me estou a referir aos cento e tal lugares/dia de que a tv falava mesmo agora, estou a falar de lugares de estacionamento.
E de gestão - financeira e de espaço.
Fui ontem com um amigo pela primeira vez, é verdade, ao parque de estacionamento subterrâneo e, infelizmente não pela primeira vez, fiquei estupefacto (ainda um dia vou escrever sobre esta palavra, que me soa bem: estupefacto).
Então se no outono/inverno o parque está praticamente às moscas, como me dizem estar durante a semana, que ao que parece até fecham o piso inferior, porque não se faz um preço mais barato para os residentes na Nazaré estacionarem os seus carros com os contratos de longa duração? Custa 50/mês?Ponham a 30 de Outubro a Junho e vão ver que as receitas sobem. Até eu lá punha o meu!
Será que é melhor ter o parque com meia duzia de viaturas e um piso fechado?
A autarquia ganha mais assim?
A população está mais bem servida assim?
E seria assim tão caro aumentar a segurança, instalando algumas câmaras de vigilância?
Estou estupefacto!

domingo, outubro 03, 2004

Olha que admiração... 

Escreve o Região da Nazaré que o estudo de incidências ambientais sobre a localização de uma futura marina diz que 'é indiferente a implantação da marina em qualquer uma das zonas (norte ou sul) da área de estudo'; explique-se que 'o documento, agora tornado público, não avança grandes conclusões no que respeita à construção daquela estrutura a norte ou a sul do porto de abrigo, embora priveligie a parte norte, o que vai ao encontro das pretensões do autarca nazareno.'
Olha que admiração!
Se tivesse tido outro resultado talvez fosse fazer companhia àquele estudo de trânsito, feito já não sei quando, e do qual já aqui se escreveu, que está perdido nalguma gaveta, pese embora os custos que deve ter tido para os munícipes.
Não é quem paga que manda, é quem gere o dinheiro.


quinta-feira, setembro 23, 2004

Já me estou a chatear! 

Irra!...
Estou farto de todos os dias ver nascer ferros e ferrinhos pelas ruas.
Já nascem com mais facilidade do que as rotundas.
E tal como estas, nem sempre estão colocados onde davam jeito e também têm desenhos diferentes.
Ainda não percebi se a forma depende de quem os planta - ou manda plantar, queria eu dizer.
Se é isso, há muita gente que manda, mas nem todos sabem mandar.
Às vezes também me apetece mandar...
E ainda para mais, ninguém põe ferrinhos à minha porta! Sou menos do que os outros?
Menos que ninguém!
É que já me estou a chatear!!

sexta-feira, setembro 17, 2004

Feiras, excursões e tradição 

A anunciada transferência da feira semanal para algures no Sítio e a sua transformação em quinzenal é a cedência aos justos anseios dos lojistas.
Justos porque os lojistas têm despesas com os seus estabelecimentos que os feirantes não têm, pagando aluguer ou comprando o seu espaço, com as suas contribuições, os seus empregados, e todos esses encargos que nós sabemos.
Mas a medida é injusta porque, tal como a generalidade dos lojistas, também muitos feirantes pagam contribuições e impostos, pagam o aluguer do espaço, têm despesas de deslocação, estão sujeitos às intempéries.
Também é injusta por ir contra a livre concorrência tantas vezes invocada, impossibilitando os potenciais clientes de comprarem onde quiserem, pelo preço que acharem melhor.
É por demais evidente que esta é uma medida que a médio prazo levará à extinção da feira - seja ela semanal, quinzenal ou mensal; é evidente que não passará de medida avulsa se a recém criada zona de venda junto ao parque de estacionamento não fôr também extinta.
Também é evidente que os compradores passarão a ir ainda mais à feira dominical de Pataias ou à segunda-feira a Alcobaça; lembremo-nos das excursões ao Continente.
Não sabendo ou não podendo reagir aos novos tempos, as corporações tendem sempre a acabar com a concorrência.
Por último, talvez aparentemente de menor importância, a componente turistica vai continuar a ser lentamente abalada, pois mais dia menos dia também o mercado municipal vai ser alterado e uniformizado; quem não se lembra da assistência plurinacional na antiga lota, vibrando com a chegada e venda do peixe? Já agora não seria possível envolver as viajens do comboio turistico com a nova lota, de modo a mostrar aos turistas esta fase da vida nazarena? Qualquer dia até os miúdos de cá vão pensar que o peixe vem do supermercado.

quarta-feira, setembro 15, 2004

Cá não há 'tias' 

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, cá não há 'tias'; pra dizer a verdade , nem 'tias nem tios'.
Veja-se a rábula do salva-vidas pomposamente entregue à Capitania da Nazaré e logo depois desviado para Cascais.
Por aqui se vê o poder dos lobbies de pescadores que trabalham nas nossas águas e principalmente a influência que os nossos autarcas têm nos centros de decisão nacionais, sejam os autarcas da cor do governo ou de outra cor qualquer.
E aquela frase que terão dito aos jornais de que na Nazaré ainda há mais dois meios de salvamento disponíveis e este salva-vidas foi o recurso para substiuir de urgência o de Cascais?
Então porque é que não levaram um dos outros e deixaram o novo para protecção da (grande) área da responsabilidade da Capitania da Nazaré?
Já agora, de aqui a dois meses mudem-no por exemplo para Albufeira e depois digam que entregaram três salva-vidas.
A menos que seja preciso para vigiar algum barco anti-qualquer-coisa.

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